quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Yo soy una chica mui pobrezita…

Bon Jour, mis amis de Bresil!

E a França ficou para trás. Não a França, mas Mônaco. Se bem que tudo é a mesma coisa, um fica dentro do outro... enfim, o fato é que a viagem continuou, agora com destino a Milão, a capital da Lombardia, região situada ao norte da Bota Italiana. Claro que, depois de um dia inteirinho nas estradas (foi por isso que a gente desapareceu ontem e nem conseguiu postar), não agüentamos sequer o trecho de cerca de 240 quilômetros entre a terra do Cassino e a metrópole italiana. Não havíamos rodado nem trinta quilômetros e a tropa toda expirou. A solução foi repetir a noite interior, encostar em um posto logo após a fronteira Italiana e capotar o sono dos justos. Isso mais ou menos às quatro e meia da matina, claro.

Acordamos por volta das onze, renovados e prontos para o novo dia. Julianinho assumiu a louça e deixou o motorhome um brinco. Marcelo Ganso, o tesoureiro da turma, efetuou a aquisição de alimentos para o café (lanche de frango, chocolate suíço com leite e chocolate kinder de sobremesa) e, depois das necessidades fisiológicas, tocamos a barca. Foram três horas até Milão, onde chegamos às três e meia já com a idéia de passar no Estádio.

Essa é, definitivamente, uma viagem futebolística. Isso faz com que não existam divergências de itinerário, pois todos são unânimes em eleger como prioridade de visita os Estádios e lojinhas dos clubes. Em minutos, portanto, estávamos no San Siro, ou Giuseppe Meazza, um Estádio enorme que também sediou Copa (a da Itália em 90). Qual não foi a nossa surpresa quando descobrimos, para delírio de todos, que haveria partida válida pela COPA DOS CAMPEÕES DA EUROPA, entre Inter de Milão e CSKA, o time Russo em que joga o Vagner Love, o Jô do Corinthians e o Daniel Carvalho. JOGAÇO! O CSKA começou metendo dois a zero, um gol de cada brasileiro. A Inter empatou ainda no primeiro tempo, e depois virou para quatro a dois, com um golaço no final do Ibrahimovic (a paixãozinha do Ricardo, assim como o Messi é a do Juliano). Aliás, Carne revelou todo o seu lado obscuro após esse gol, soltando gritinhos histéricos dignos do seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo. Mesmo assim, teve que se contentar com seu colega de cama Naldoni, não tão belo mas igualmente eficiente no amor (chupa Milena).

Os destaques do jogo, no entanto, não foram os gols e as belas jogadas, e sim a ajuda recebida de um policial muito gente boa,um sargento que tinha um filho brasileiro e quase nos coloca pra dentro sem pagar, e o sucesso que fizemos enquanto torcida organizada. Os torcedores europeus não chegam nem perto dos brasileiros em termos de emoção. Aplaudem, dão um ou outro grito de incentivo, mas nada além isso. Os Italianos ainda são um pouco melhores que os espanhóis, pois xingam mais (adoramos ouvir um senhor na frente lançar um “porca putana” seguido de um “va a fan cullo”), mas ainda assim se mostram meio frios. Quando começamos a causar frissom balançando a bandeira do Brasil e cantando Superfantástico do Balão Mágico, a galera parou de olhar pro campo e ficou admirando a alegria tupiniquim. Houve quem tentasse entrar na festa e até um ou dois filmando, tipo atração de circo (e era mesmo, eheheheheh).

Ah, não podemos deixar de dizer que comemos um legítimo lanche de presunto de parma na porta do Campo, e ainda conhecemos o Jóquei Clube que fica em frente. Até assistimos um páreo, pra mostrar que a gente é chique no úrtimo. O jóquei lá, afora ser tradicionalíssimo, comporta a maior estátua de um cavalo no mundo: a obra, de Leonardo da Vinci, é feita em bronze e tem uns bons dez metros de altura por vinte de extensão. Também passamos na lojinha do Inter e do Milan (são a mesma), mas não gostamos, muito fraquinha e sem produto bom pra comprar, a pior das que conhecemos. Ao fim, seguimos para um camping nas proximidades, onde estamos agora postando as coisas no blog, tomando banho (depois de três dias imundos, já tava começando a feder de longe. Beto, você ia gostar daqui) e dando um trato no Motorhome. Hoje é dia de passear no centro de Milão e, à noite, seguir para a Suíça (tomara que haja neve).

PS final: O título é uma homenagem a uma mendiga que entrou em um trem em Madrid para esmolar, e começou o pedido dizendo em tom de grito: “You soy uma chica mui pobrezita, refugiada de România...”. A galera adorou e não pára de repetir essa desgraça, que até em música já foi transformada. É, na Europa tem pedinte também, só que pedinte importado!

Um beijo a todos!!!!!!

Destaque do jogo: A partida do Inter em si.
Lance Bizarro: Fanta Chinotto.... com gosto de chá matte... bem estranho...
Mortinho: O Julio Cruz, que nego ruim, Deus me livre.
Gol mais Bonito: O do Ibraihmovic, puta caixa, e a galera filmando a gente na torcida como atração principal.
O mais desleal: cara do estacionamento, que fez a gente parar na primeira vaga, há um quilômetro do campo.
Fominha: lanche de presunto de parma na porta do Estádio.
Garçom: O chefe de Polícia, com certeza.
Lance da noite: Juliano conseguindo arrumar o CPU e acessar a net.
Pior em campo: Lojinha dos clubes de Milão.
Muralha: Marcel (volta pro gol, Marcel!)