quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Você já esteve na Bratislava.... mas e em Cardiff?

É, meu caro Rafones e demais fãs peladeiros espalhados por todos os cantos do globo, nós estamos no País de Gales. Wales, como eles chamam por aqui, é a terra dos Dragões, ou “The Land of Dragons”, tal qual consta das camisetas vendidas nas poucas lojas de souvenirs locais. Nosso camping fica no meio de um parque, chamado Sophia Gardens, um tipo de Taquaral da galera galesa, mas sem a mesma movimentação e – acreditem – com muitos, mais muitos campos de futebol. Há também um rio bonito, de água limpa, e esquilos e árvores. Um show à parte, aliás, são as árvores européias nessa época de outono. Amarelas, as folhas caindo, lembra quadro de casa de vó. A limpeza é impressionante, não há lixo pelo chão, e existe um ar de respeito pelas coisas.

Nossa primeira impressão foi com relação ao número de portadores de necessidades especiais do local. Primeiro, pensamos que o nosso camping fosse destinado, de algum modo, a pessoas com deficiência, tendo em vista os muitos que vimos logo ao deixar o motorhome. No entanto, andando pela cidade voltamos a notar várias outras pessoas com algum tipo de dificuldade, o que indica que ou a cidade favorece o convívio dessas pessoas por estar adaptada às suas limitações, ou se trata de fato de uma característica do povo local. Independente disso, o legal foi ver a integração dos especiais no ambiente, andando de bicicleta, caminhando pela rua, vivendo suas vidas sem problema.

Andamos muito pelo parque, e saímos defronte ao Millenium Stadium, que, até onde pudemos apurar, é a casa do time de Rugby local. Estádio bonito, moderno, ainda em fase de construção, circulado pelo rio que atravessa o parque e que é utilizado até para o treinamento de atletas de remo. Pegamos um mapa no hotel próximo e seguimos pela avenida principal da cidade, que começa exatamente na mais importante atração: O Castelo Cardiff. Com uma torre cheia de ornamento, dourada e com estátuas coloridas, parece um castelo de playmobil. As muralhas são bonitas e bem conservadas, cheias de bandeiras de diversos países (não vimos a do Brasil). Pensamos em fazer a visita interna, mas o alto custo (7,50 libras) desmotivou a galera.

Fizemos troca de moeda (mais barato aqui que em Londres) e comemos no Burger King (um dos piores que já vimos na vida... o lanche do Marcelo e do Ricardo demorou mais de dez minutos pra ficar pronto). Caminhamos pela Avenida principal, uma espécie de Treze de Maio limpa, observando o movimento das pessoas, as lojas, os vendedores, o cotidiano Galês. Vimos a já pronta decoração de Natal, o Santa Claus atendendo a molecada ramelenta e pidona, retornamos pela mesma avenida. Desviamos do curso até a prefeitura e o museu, dois prédios bonitos muito parecidos entres si, mas sem grande poder de impressionar – ora, nós já vimos coisa muito melhor! Fizemos um tempo assistindo a galera que patinava no gelo em um parquinho de diversões, conhecemos os jardins que ficam diante do Castelo e voltamos mais uma vez à avenida principal.

Dali andamos até a Igreja de São João Batista (um dos poucos que ainda gostam da gente, pois não levou flechada – e o que é uma flechada a mais para São João Batista?), bonita e simples, tipo igreja de cidade pequena. Paramos também em uma loja de produtos musicais (adivinha por que?) e babamos (ou Ricardo, Juliano e Filipi babaram) nos equipamentos de alta qualidade e baixíssimos preços. Uma passada na loja de souvenirs, mais três ou quatro quilômetros de perna, paradinha na internet e fim de capital do País de Gales, uma cidade bonitinha mas sem nada que se destaque dentro do universo de maravilhas européias.
Voltamos no mesmo dia para Londres, a fim de descansar por lá e aproveitar o dia seguinte em passeios faltantes na metrópole das metrópoles. Pretendemos ir a Candetown, o bairro punk, à London Bridge, à Tower of London e ao Emirates Stadium, o campo do Arsenal. Se der tempo, Wembley e Notting Hill serão apreciados. Vamos ver. Bucho cheio de arroz e strogonoff (!!!) e colchão. Ah, não sem antes morrer de dar risada com as aparições de Bátima coordenando o trânsito invertido inglês, e desfilando sua pinta de super herói para os duros e frios Londrinos. O vídeo virá logo, fiquem tranqüilos.

Destaque do Jogo: Fica pro castelo mesmo, que não era espetacular, mas era bonito.
O mais bizarro: Motorista de ônibus desrespeitoso que não aguardou um casal de idosos atravessar a rua.
O pior do jogo: O preço pra entrar no Castelo... salgado demais.
O gol mais bonito: De São Pedro. Golaço. Tempo ótimo.
O lance da noite: Reaparição do sumido homem morcego.
O garçom: Carinha que ensinou a gente a chegar na internet
O mais mortinho: Ida e volta no parque após pegarmos o caminho errado.
O mais fominha: Strogonoff noturno. Tava bão!
A muralha: Goudet, que vai ganhar ouro nesse semestre porque é o melhor goleiro do mundo.