segunda-feira, 19 de maio de 2025
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Umas nueve...
Depois de cerca de seis horas de Estrada, finalmente batemos em Bordeaux, por volta das duas e meia da madrugada. Marcelo e Ricardo, a dupla Diasnâmica, foram verificar o horário de abertura do supermercado (um Carrefour, que, como todos os demais por aqui, possui uma seção de vinhos de fazer inveja a qualquer hipermercado brasileiro), e constataram que o comércio local abriria às oito e meia. Parados no estacionamento, os Peladeiros dormiram sua penúltima noite em solo europeu, dentro de um Motorhome fedidíssimo e sujo ao limite das possibilidades. Nesse ponto, cumpre dar ênfase ao chulé do Filipi, que contamina qualquer coisa em que ele toque. Olha, pode colocar o pé no pinho sol que a coisa tá feia.
Marcelo e Filipi acordaram às oito e quarenta e iniciaram as compras. Sidão, Tonhão e todos os demais aficcionados pela bebida derivada da uva, isso é o seu paraíso. Centenas, milhares de variedades de vinhos das mais distintas castas, e por preços que atraem até quem não gosta. A garrafa mais cara que a gente viu saía por sessenta e cinco euros. As normais, por dois, três ou quatro. Vinhos que no Brasil custam quinze euros, ou quarenta reais, aqui custam dois euros, ou cinco e cinqüenta. Claro que a vantagem é para os produtos franceses, mas é só bebida premiada em festival, com selinho de qualidade e recomendação de especialista. Matamos o boi, e o Marcelo teve que comprar a terceira mala da viagem pra carregar a tralha adquirida.
O povo tomou chocolate quente e comprou mais umas bobagenzinhas, pra matar os últimos presentes faltantes. Onze e meia, demos a partida para o trecho final da maratona, setecentos quilômetros até Madrid, onde o Motorhome deve ser devolvido limpo e asseado (aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!!! Tamo fudido!!!!!). Mais uma vez o trabalho de revezamento de pilotos foi de larga utilidade, e até Juliano, agora conhecido como carregador de batatas – em contraposição ao carregador de porcos Naldoni – assumiu a direção. Isso fez com que ninguém se cansasse, e mesmo o erro de trajeto calculado pelo GPS, que nos obrigou a rodar sessenta quilômetros a mais, não causou grandes danos.
Chegamos ao Camping Arco Íris (iiiiiiiiiiiiiiihhhhh, Biiiiiiiichaaaaaaa!!!!) de Madrid pouco depois das nove da noite. Na entrada, a cena ridícula do dia. Juliano tenta conversar em espanhol forçado com a atendente do local. Quando a mesma lhe pergunta em que horário pretendíamos sair no dia seguinte, ele responde com o mais puro e legítimo sotaque espanhol: “Ah, umas nueve...”. Risada geral. Mas o riso acabou logo, porque aí começou o trabalho árduo. Primeiro, os peladeiros se dividiram em duas turmas: enquanto Ricardo e Naldoni lavavam a louça, Marcelo, Filipi e Juliano caprichavam na parte externa do Motorhome (e usar água num frio daqueles... mães, esperem pela pneumonia). Passou-se, então, aos trabalhos de jantar da Trattoria Giacomin, que fabricou o restante do alimento – arroz, carne de hambúrguer, salsicha no molho e salada de tomate (e ainda sobrou uma penca de coisa... deu dó de jogar no lixo). Nova divisão em grupos, Marcelo e Filipi com a nova louça e os demais na limpeza interna da casa ambulante. Por fim, arrumamos as malas, ajeitando presentes, roupa suja, chocolate e tal. Três da manhã a galera caiu no sono.
Queremos agradecer a todos no Brasil que acompanharam, de uma forma ou de outra, a nossa viagem. Fizemos o possível pra transmitir a vocês um pouquinho do que foi essa espetacular viagem de que, com a ajuda de muita gente, pudemos desfrutar. Contudo, por maiores que fossem os nossos esforços no sentido de passar aquilo que a gente sentia quando estava em determinados lugares, nada pode se aproximar da alegria que experimentamos por compartilhar tudo uns com os outros. Quantas pessoas terão a felicidade, nessa vida, de fazer uma viagem pela Europa ao lado de grandes amigos, conhecer treze países, mais de vinte e tantas cidades? E isso a gente só conseguiu porque tem um monte, mas um monte de gente mesmo segurando as pontas aí no Brasil. Pais, amigos, namoradas, seria injusto citar nomes. Saibam, de verdade, que não houve local em que não pensássemos em cada um de vocês.
Tirando o lance bizarro do Juliano tentando falar espanhol – o que se repetiu agora no Mc Donalds, onde estamos almoçando e nos preparando para o vôo de logo mais – não convém fazer a eleição do dia. Preferimos fazer, sim, a eleição da viagem, a qual segue:
Cidade mais bonita da Europa
Marcelo: Praga
Juliano: Praga
Ricardo: Viena
Naldoni: Viena
Filipi: Paris
Cidade mais legal da Europa
Marcelo: Berlim
Juliano: Londres
Ricardo: Paris
Naldoni: Madri
Filipi: Madrid
Cidade menos legal da Europa:
Marcelo: Bratislava
Juliano: Bratislava
Ricardo: Cardiff
Naldoni: Cardiff
Filipi: Cardiff
Atração mais bonita da Europa:
Marcelo: Prefeitura de Viena e Praça de Bruxelas
Juliano: Sagrada Familia
Ricardo: Torre Eiffel
Naldoni: Torre Eiffel
Filipi: Torre Eiffel
Atração mais legal da Europa
Marcelo: Checkpoint Charlie
Juliano: Madame Tusseads
Ricardo: Madame Tusseads
Naldoni: Madame Tusseads
Filipi: Madame Tusseads
Melhor camping
Marcelo: Viena
Juliano: Viena
Ricardo: Milão
Naldoni: Milão
Filipi: Milão
Pior camping
Marcelo: Paris
Juliano: Berlim
Ricardo: Berlim
Naldoni: Berlim
Filipi: Berlim
Pior atração:
Marcelo: Mijão de Bruxelas
Juliano: Mijão de Bruxelas
Ricardo: Mijão de Bruxelas
Naldoni: Mijão de Bruxelas
Filipi: Mijão de Bruxelas
Lance bizarro da viagem:
Marcelo: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Juliano: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Ricardo: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Naldoni: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Filipi: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Pior coisa da viagem:
Marcelo: Furto de Alemão no metrô de Barcelona
Juliano: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Ricardo: Susto na alfândega inglesa
Naldoni: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Filipi: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Estádio mais bonito dos vistos:
Marcelo: Allianz Arena
Juliano: Allianz Arena
Ricardo: Allianz Arena
Naldoni: Allianz Arena
Filipi: Emirates Stadium
Até amanhã!!!!!!
Marcelo e Filipi acordaram às oito e quarenta e iniciaram as compras. Sidão, Tonhão e todos os demais aficcionados pela bebida derivada da uva, isso é o seu paraíso. Centenas, milhares de variedades de vinhos das mais distintas castas, e por preços que atraem até quem não gosta. A garrafa mais cara que a gente viu saía por sessenta e cinco euros. As normais, por dois, três ou quatro. Vinhos que no Brasil custam quinze euros, ou quarenta reais, aqui custam dois euros, ou cinco e cinqüenta. Claro que a vantagem é para os produtos franceses, mas é só bebida premiada em festival, com selinho de qualidade e recomendação de especialista. Matamos o boi, e o Marcelo teve que comprar a terceira mala da viagem pra carregar a tralha adquirida.
O povo tomou chocolate quente e comprou mais umas bobagenzinhas, pra matar os últimos presentes faltantes. Onze e meia, demos a partida para o trecho final da maratona, setecentos quilômetros até Madrid, onde o Motorhome deve ser devolvido limpo e asseado (aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!!! Tamo fudido!!!!!). Mais uma vez o trabalho de revezamento de pilotos foi de larga utilidade, e até Juliano, agora conhecido como carregador de batatas – em contraposição ao carregador de porcos Naldoni – assumiu a direção. Isso fez com que ninguém se cansasse, e mesmo o erro de trajeto calculado pelo GPS, que nos obrigou a rodar sessenta quilômetros a mais, não causou grandes danos.
Chegamos ao Camping Arco Íris (iiiiiiiiiiiiiiihhhhh, Biiiiiiiichaaaaaaa!!!!) de Madrid pouco depois das nove da noite. Na entrada, a cena ridícula do dia. Juliano tenta conversar em espanhol forçado com a atendente do local. Quando a mesma lhe pergunta em que horário pretendíamos sair no dia seguinte, ele responde com o mais puro e legítimo sotaque espanhol: “Ah, umas nueve...”. Risada geral. Mas o riso acabou logo, porque aí começou o trabalho árduo. Primeiro, os peladeiros se dividiram em duas turmas: enquanto Ricardo e Naldoni lavavam a louça, Marcelo, Filipi e Juliano caprichavam na parte externa do Motorhome (e usar água num frio daqueles... mães, esperem pela pneumonia). Passou-se, então, aos trabalhos de jantar da Trattoria Giacomin, que fabricou o restante do alimento – arroz, carne de hambúrguer, salsicha no molho e salada de tomate (e ainda sobrou uma penca de coisa... deu dó de jogar no lixo). Nova divisão em grupos, Marcelo e Filipi com a nova louça e os demais na limpeza interna da casa ambulante. Por fim, arrumamos as malas, ajeitando presentes, roupa suja, chocolate e tal. Três da manhã a galera caiu no sono.
Queremos agradecer a todos no Brasil que acompanharam, de uma forma ou de outra, a nossa viagem. Fizemos o possível pra transmitir a vocês um pouquinho do que foi essa espetacular viagem de que, com a ajuda de muita gente, pudemos desfrutar. Contudo, por maiores que fossem os nossos esforços no sentido de passar aquilo que a gente sentia quando estava em determinados lugares, nada pode se aproximar da alegria que experimentamos por compartilhar tudo uns com os outros. Quantas pessoas terão a felicidade, nessa vida, de fazer uma viagem pela Europa ao lado de grandes amigos, conhecer treze países, mais de vinte e tantas cidades? E isso a gente só conseguiu porque tem um monte, mas um monte de gente mesmo segurando as pontas aí no Brasil. Pais, amigos, namoradas, seria injusto citar nomes. Saibam, de verdade, que não houve local em que não pensássemos em cada um de vocês.
Tirando o lance bizarro do Juliano tentando falar espanhol – o que se repetiu agora no Mc Donalds, onde estamos almoçando e nos preparando para o vôo de logo mais – não convém fazer a eleição do dia. Preferimos fazer, sim, a eleição da viagem, a qual segue:
Cidade mais bonita da Europa
Marcelo: Praga
Juliano: Praga
Ricardo: Viena
Naldoni: Viena
Filipi: Paris
Cidade mais legal da Europa
Marcelo: Berlim
Juliano: Londres
Ricardo: Paris
Naldoni: Madri
Filipi: Madrid
Cidade menos legal da Europa:
Marcelo: Bratislava
Juliano: Bratislava
Ricardo: Cardiff
Naldoni: Cardiff
Filipi: Cardiff
Atração mais bonita da Europa:
Marcelo: Prefeitura de Viena e Praça de Bruxelas
Juliano: Sagrada Familia
Ricardo: Torre Eiffel
Naldoni: Torre Eiffel
Filipi: Torre Eiffel
Atração mais legal da Europa
Marcelo: Checkpoint Charlie
Juliano: Madame Tusseads
Ricardo: Madame Tusseads
Naldoni: Madame Tusseads
Filipi: Madame Tusseads
Melhor camping
Marcelo: Viena
Juliano: Viena
Ricardo: Milão
Naldoni: Milão
Filipi: Milão
Pior camping
Marcelo: Paris
Juliano: Berlim
Ricardo: Berlim
Naldoni: Berlim
Filipi: Berlim
Pior atração:
Marcelo: Mijão de Bruxelas
Juliano: Mijão de Bruxelas
Ricardo: Mijão de Bruxelas
Naldoni: Mijão de Bruxelas
Filipi: Mijão de Bruxelas
Lance bizarro da viagem:
Marcelo: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Juliano: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Ricardo: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Naldoni: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Filipi: Juliano preso na porta do metrô em Barcelona.
Pior coisa da viagem:
Marcelo: Furto de Alemão no metrô de Barcelona
Juliano: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Ricardo: Susto na alfândega inglesa
Naldoni: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Filipi: Susto em Munique (porta do Motorhome aberta)
Estádio mais bonito dos vistos:
Marcelo: Allianz Arena
Juliano: Allianz Arena
Ricardo: Allianz Arena
Naldoni: Allianz Arena
Filipi: Emirates Stadium
Até amanhã!!!!!!
Vista pra não esquecer
Paris amanheceu com sol e tempo bom. Claro que continua um frio dos infernos, mas o céu azul animou a rapaziada para o último dia oficial de visitas a atrações do périplo europeu peladeirista. Saímos do camping antes das onze da matina e fomos direto para a Torre Eiffel, com o propósito de subir até o último andar – coisa que não conseguimos fazer ontem tendo em vista o horário avançado. No caminho, muita batucada e cantoria, sem contar a exaustiva brincadeira de se falar dos outros em voz alta por saber que eles não entendem desgraça nenhuma. Um busão, dois metrôs e chegamos no gigantesco monumento de ferro visível de quase todo o centro da capital francesa.
Tá, tá, a gente sabe que parece repetição, tipo disco quebrado, mas não dá pra deixar de falar que a Torre é um negócio do outro mundo. Dá uma sensação animal você olhar pra aquele monstro de ferro gigantesco de baixo pra cima, trezentos metros de altura e milhares e milhares de pessoas maravilhadas com a bichona (não, não estamos falando de você Marco Flávio). Tomamos a fila de quarenta minutos pra comprar o ingresso que dá direito a subir na cabine do topo, pela bagatela de onze euros e cinqüenta centavos por pessoa. A fila por si só, porém, é uma diversão: gente de todo canto do mundo, pessoas falando espanhol, francês, inglês, português, japonês e o diabo a quatro. Crianças, muitas crianças, alimentando pombas e brincando.
Uma coisa chamou a nossa atenção, porém (e não só no que diz respeito a Paris, mas também a Londres, Madri e outras capitais): é muito comum se encontrar a famosa plaquinha “beware pickpockets”. Pra quem não sabe, os pickpockets são os conhecidos batedores de carteira, aqueles que vivem do furto de objetos das bolsas e bolsos alheios. Não há lugar turístico que não se veja a tal placa, e na Torre Eiffel elas são ainda mais freqüentes. Também mendigos abundam por aqui, todos visivelmente “importados” de nações do leste europeu e África. Sem contar os insuportáveis fifis (assim nós nomeamos os senegaleses e africanos em geral. A razão não tem nada de preconceituosa, mas a explicação demandaria muito tempo), os quais tentam te pegar pelo braço, amarrar uma fitinha e arrancar uns cobres (a gente se ferrou em Milão).
A vista de cima da Torre é tudo o que se pode esperar dela. Dá pra enxergar quase todos os pontos turísticos, e a gente percebeu ali que andou pra caramba ontem. Vê-se o Arco do Triunfo e o Arco da Defénse, o Louvre, o Hotel des Invalides, a catedral de Notre Dame e tantas outras coisas a que infelizmente o tempo escasso não nos permitiu ir. Carlão ficou com tontura e mau humorado, principalmente em função do vento que arrebenta o caboclo lá em cima. Tirou umas fotos mas passou a corda pro Ricardo, que ainda tá meio rusgado com o gorducho careca. Aliás, senhoras e senhores, finalmente saiu uma foto do maleito: no metrô, saindo da Torre Eiffel e indo em direção à Catedral do Sagrado Coração, aproveitamos o descuido do mini baleia – causado pelo mal estar das alturas francesas – e carcamos dois retratos, que podem ser conferidos abaixo. A gente avisou que muitos iam se surpreender...
E, como dito, após deixarmos a Torre partimos para a lindíssima Sacre Coéur, a Igreja do Sagrado Coração, localizada na região periférica Parisiense no topo de um morro. Por dentro, a catedral é lindíssima, apesar de não possuir, nem de longe, o mesmo esplendor de Notre Dame. Por fora, contudo, a visão impressiona: a Igreja é alva, bem desenhada, e fica mesmo no alto de uma montanha. Chegar lá requer perna forte, já que a escada é longa e inclinada. Na frente, muitos jovens, gente fazendo um som e... fifis tentando amarrar fitinha no braço dos outros. Um chegou a pegar no braço do Marcelo, que retirou violentamente, puto da vida com o sujeito. Mas não rola perigo de agressão, pois eles sabem que mexer com turista é arrumar problema com a polícia. Uma das situações legais é ver a correria deles quando aponta um policial de bicicleta. Embrulham o que dá e saem em disparada.
Retornamos ao camping e, após as providências finais de pagamento e cagamento (Juliano campeão mundial, Naldoni vice brigando pela Taça), tomamos o rumo de Bordeaux, o pit stop de compra de vinhos e ligeiro descanso para a esticada de Madrid. São cerca de 500 quilômetros, mas a gente tá tranquilão, pois o revezamento na volância facilita. Vamos ver se será possível fazer uns velhos do Brasil felizes...
Destaque do jogo: Visão do topo da Torre Eiffel.
O gol mais bonito: Catedral do Sacre Coéur.
O pior do jogo: Fifis da fitinha do braço.
O mais mortinho: Subir a escada da Catedral.
O mais fominha: Juliano, parando pra comer a cada vinte metros.
O garçom: Pequeno destaque para mina brasileira que nos ensinou a ir de metrô até a Catedral.
O lance da noite: Fotos espetaculares, apesar do mal estar do Carlão.
O mais bizarro: Briga de foice pra ver quem cagava primeiro.
Tá, tá, a gente sabe que parece repetição, tipo disco quebrado, mas não dá pra deixar de falar que a Torre é um negócio do outro mundo. Dá uma sensação animal você olhar pra aquele monstro de ferro gigantesco de baixo pra cima, trezentos metros de altura e milhares e milhares de pessoas maravilhadas com a bichona (não, não estamos falando de você Marco Flávio). Tomamos a fila de quarenta minutos pra comprar o ingresso que dá direito a subir na cabine do topo, pela bagatela de onze euros e cinqüenta centavos por pessoa. A fila por si só, porém, é uma diversão: gente de todo canto do mundo, pessoas falando espanhol, francês, inglês, português, japonês e o diabo a quatro. Crianças, muitas crianças, alimentando pombas e brincando.
Uma coisa chamou a nossa atenção, porém (e não só no que diz respeito a Paris, mas também a Londres, Madri e outras capitais): é muito comum se encontrar a famosa plaquinha “beware pickpockets”. Pra quem não sabe, os pickpockets são os conhecidos batedores de carteira, aqueles que vivem do furto de objetos das bolsas e bolsos alheios. Não há lugar turístico que não se veja a tal placa, e na Torre Eiffel elas são ainda mais freqüentes. Também mendigos abundam por aqui, todos visivelmente “importados” de nações do leste europeu e África. Sem contar os insuportáveis fifis (assim nós nomeamos os senegaleses e africanos em geral. A razão não tem nada de preconceituosa, mas a explicação demandaria muito tempo), os quais tentam te pegar pelo braço, amarrar uma fitinha e arrancar uns cobres (a gente se ferrou em Milão).
A vista de cima da Torre é tudo o que se pode esperar dela. Dá pra enxergar quase todos os pontos turísticos, e a gente percebeu ali que andou pra caramba ontem. Vê-se o Arco do Triunfo e o Arco da Defénse, o Louvre, o Hotel des Invalides, a catedral de Notre Dame e tantas outras coisas a que infelizmente o tempo escasso não nos permitiu ir. Carlão ficou com tontura e mau humorado, principalmente em função do vento que arrebenta o caboclo lá em cima. Tirou umas fotos mas passou a corda pro Ricardo, que ainda tá meio rusgado com o gorducho careca. Aliás, senhoras e senhores, finalmente saiu uma foto do maleito: no metrô, saindo da Torre Eiffel e indo em direção à Catedral do Sagrado Coração, aproveitamos o descuido do mini baleia – causado pelo mal estar das alturas francesas – e carcamos dois retratos, que podem ser conferidos abaixo. A gente avisou que muitos iam se surpreender...
E, como dito, após deixarmos a Torre partimos para a lindíssima Sacre Coéur, a Igreja do Sagrado Coração, localizada na região periférica Parisiense no topo de um morro. Por dentro, a catedral é lindíssima, apesar de não possuir, nem de longe, o mesmo esplendor de Notre Dame. Por fora, contudo, a visão impressiona: a Igreja é alva, bem desenhada, e fica mesmo no alto de uma montanha. Chegar lá requer perna forte, já que a escada é longa e inclinada. Na frente, muitos jovens, gente fazendo um som e... fifis tentando amarrar fitinha no braço dos outros. Um chegou a pegar no braço do Marcelo, que retirou violentamente, puto da vida com o sujeito. Mas não rola perigo de agressão, pois eles sabem que mexer com turista é arrumar problema com a polícia. Uma das situações legais é ver a correria deles quando aponta um policial de bicicleta. Embrulham o que dá e saem em disparada.
Retornamos ao camping e, após as providências finais de pagamento e cagamento (Juliano campeão mundial, Naldoni vice brigando pela Taça), tomamos o rumo de Bordeaux, o pit stop de compra de vinhos e ligeiro descanso para a esticada de Madrid. São cerca de 500 quilômetros, mas a gente tá tranquilão, pois o revezamento na volância facilita. Vamos ver se será possível fazer uns velhos do Brasil felizes...
Destaque do jogo: Visão do topo da Torre Eiffel.
O gol mais bonito: Catedral do Sacre Coéur.
O pior do jogo: Fifis da fitinha do braço.
O mais mortinho: Subir a escada da Catedral.
O mais fominha: Juliano, parando pra comer a cada vinte metros.
O garçom: Pequeno destaque para mina brasileira que nos ensinou a ir de metrô até a Catedral.
O lance da noite: Fotos espetaculares, apesar do mal estar do Carlão.
O mais bizarro: Briga de foice pra ver quem cagava primeiro.
La vie en rose
Paris! Finalmente acordamos relativamente cedo – não tão cedo quanto queríamos, mas em fim de excursão é foda –, e por volta das onze chegamos ao Museu dos museus: O gigantesco e interminável Louvre, com seus quatro andares e centenas (ou milhares) de salas repletas de esculturas, pinturas e objetos de arte em geral. Se você tiver uma semana pra explorar o museu, ainda assim é provável que não consiga ver tudo o que ele tem. Como nós tínhamos um itinerário a seguir, destinamos apenas três horas para uma visita rápida às principais obras de arte, aquelas que você é obrigado a ver – ou, do contrário, ninguém acredita que esteve no Louvre.
Começamos, pois, pela Vênus de Milo (a estátua de uma mulher sem braço. Como diria Tatu, “Vênus de Milo, por que não me abraças?”), passamos pela ala egípcia (com suas tumbas, sarcófagos e hieróglifos), olhamos as pinturas francesas (quadros do tamanho de casas) e terminamos, evidentemente, na ala renascentista, onde ficam a Madonna das Rocas versão sombria (lembram-se que falamos da versão amenizada em Londres?) e a toda poderosa Mona Lisa. Ah, rolou também uma passagem rápida pela sala das jóias da Coroa Francesa, onde vimos as regalias dos poderosos reis locais, notadamente Luís XV, o Rei Sol.
Do Louvre, caminhamos pelas margens do Rio Sena até a Ilé de France, uma verdadeira ilhota no meio do Rio onde, segundo historiadores, começou Paris. Ali fica hoje O Palácio da Justiça, a sede da Polícia e um dos mais impressionantes prédios que vimos na Europa: a Catedral de Notre Dame. É, a do Corcunda. Entramos, tiramos fotos mil, babamos na altura do lugar e na perfeição dos detalhes. É tão fudido que tinha até padre que fala em brasileiro – português do Brasil mesmo – pra quem quisesse se confessar. A gente pensou em dar uma confessadinha, mas teríamos que adiar a viagem em vinte dias pra dar tempo de todo mundo terminar. Deixamos a Igreja, compramos uns regalinhos e paramos para o almoço por volta das 15h00.
Perna pra quem te quero e fomos até o prédio da Sorbonne, a Universidade Parisiense que figura entre as melhores do mundo (mãe, pai, eu ainda vou estudar lá). Andamos pela Boulevard Saint Michel e chegamos ao Palácio de Luxemburgo – esse trecho merece um comentário, a galera cantando bonito e chamando a atenção dos franceses no mais refinado estilo atração de circo. Virou vídeo, claro. Vimos o Panteão (um lugar onde enterraram famosas personalidades que deram a vida pela França, e que parece a Casa Branca Norte Americana) e caminhamos até a Igreja de Saint Sulpice, a do Código da Vinci em que o Silas (o monge careca albino) vai no começo do livro. Outra Igreja espetacular que valeu a visita. Mais perna até o túmulo de Napoleão, localizado em outra Igreja nos arredores, e um pit stop diante do Hotel des Invalides, construído pelo próprio Napoleão para dar abrigo aos soldados franceses feridos permanentemente em batalha.
Cruzamos a iluminada ponte Alexandre III e tocamos rumo à Champs Eliseés, talvez a avenida mais famosa do mundo. Já que atolamos o pé na jaca, paramos para um sorvetinho Hagen Daas de 3,50 euros (ou quase dez reais) e botamos o Carlão pra trabalhar. O gordo reclamou, especialmente porque minutos antes, ainda na sorveteria, brigara com Ricardo, mas acabou mostrando seu talento e caprichou nas imagens. Continuamos pela avenida até o Arco do Triunfo, que é tudo o que se diz dele – imponente, símbolo de poder e de conquista. Passamos por debaixo da avenida – há um túnel especialmente feito para isso – e olhamos a grandiosidade do monumento de baixo. Aí descobrimos que o burro do Marcelo não sabia do tal túnel, e atravessou a avenida de seis pistas correndo da outra vez que esteve aqui. Na próxima viagem, chamaremos o Waguinho pra ser nosso guia.
O ponto final e mais esperado da noite foi a visita à Torre Eiffel. Não há como descrever em palavras o que se sente ao chegar à torre. Basta dizer que se pensa em todas as pessoas queridas que estão no Brasil, e em como gostaríamos que elas pudessem, um dia na vida, vir até aqui e olhar pra essa maravilha. Com seus cerca de trezentos metros e milhares de luzes, é uma visão inexplicável. Queríamos subir até o topo, mas infelizmente o horário de visitas expirara. Voltaremos amanhã, sem sombra de dúvida. E, pra quem não sabe, La vie em rose é o nome da música considerada tema da cidade pelos parisienses. Se você quer ter uma idéia do que é estar em Paris, escute a melodia e feche os olhos. É melhor do que qualquer coisa que a gente possa contar.
Amanhã terminamos a visita a Paris – falta subir na Torre e visitar a Basílica do Sacre Coéur – e seguimos para Bordeaux, para a compra de vinhos final da jornada. “Ai, ai, ai, ai/ tá chegando a hora/ o dia já vem raiando meu bem/ eu tenho que ir embora...”
Destaque do jogo: Torre Eiffel, sem palavras.
Destaque do jogo: Arco do Triunfo
Destaque do jogo: A Catedral de Notre Dame
Destaque do jogo: O museu do Louvre
Destaque do jogo: A Igreja de Saint Sulpice
Destaque do jogo: O Panteão
Destaque do jogo: Paris, Paris, Paris...
Começamos, pois, pela Vênus de Milo (a estátua de uma mulher sem braço. Como diria Tatu, “Vênus de Milo, por que não me abraças?”), passamos pela ala egípcia (com suas tumbas, sarcófagos e hieróglifos), olhamos as pinturas francesas (quadros do tamanho de casas) e terminamos, evidentemente, na ala renascentista, onde ficam a Madonna das Rocas versão sombria (lembram-se que falamos da versão amenizada em Londres?) e a toda poderosa Mona Lisa. Ah, rolou também uma passagem rápida pela sala das jóias da Coroa Francesa, onde vimos as regalias dos poderosos reis locais, notadamente Luís XV, o Rei Sol.
Do Louvre, caminhamos pelas margens do Rio Sena até a Ilé de France, uma verdadeira ilhota no meio do Rio onde, segundo historiadores, começou Paris. Ali fica hoje O Palácio da Justiça, a sede da Polícia e um dos mais impressionantes prédios que vimos na Europa: a Catedral de Notre Dame. É, a do Corcunda. Entramos, tiramos fotos mil, babamos na altura do lugar e na perfeição dos detalhes. É tão fudido que tinha até padre que fala em brasileiro – português do Brasil mesmo – pra quem quisesse se confessar. A gente pensou em dar uma confessadinha, mas teríamos que adiar a viagem em vinte dias pra dar tempo de todo mundo terminar. Deixamos a Igreja, compramos uns regalinhos e paramos para o almoço por volta das 15h00.
Perna pra quem te quero e fomos até o prédio da Sorbonne, a Universidade Parisiense que figura entre as melhores do mundo (mãe, pai, eu ainda vou estudar lá). Andamos pela Boulevard Saint Michel e chegamos ao Palácio de Luxemburgo – esse trecho merece um comentário, a galera cantando bonito e chamando a atenção dos franceses no mais refinado estilo atração de circo. Virou vídeo, claro. Vimos o Panteão (um lugar onde enterraram famosas personalidades que deram a vida pela França, e que parece a Casa Branca Norte Americana) e caminhamos até a Igreja de Saint Sulpice, a do Código da Vinci em que o Silas (o monge careca albino) vai no começo do livro. Outra Igreja espetacular que valeu a visita. Mais perna até o túmulo de Napoleão, localizado em outra Igreja nos arredores, e um pit stop diante do Hotel des Invalides, construído pelo próprio Napoleão para dar abrigo aos soldados franceses feridos permanentemente em batalha.
Cruzamos a iluminada ponte Alexandre III e tocamos rumo à Champs Eliseés, talvez a avenida mais famosa do mundo. Já que atolamos o pé na jaca, paramos para um sorvetinho Hagen Daas de 3,50 euros (ou quase dez reais) e botamos o Carlão pra trabalhar. O gordo reclamou, especialmente porque minutos antes, ainda na sorveteria, brigara com Ricardo, mas acabou mostrando seu talento e caprichou nas imagens. Continuamos pela avenida até o Arco do Triunfo, que é tudo o que se diz dele – imponente, símbolo de poder e de conquista. Passamos por debaixo da avenida – há um túnel especialmente feito para isso – e olhamos a grandiosidade do monumento de baixo. Aí descobrimos que o burro do Marcelo não sabia do tal túnel, e atravessou a avenida de seis pistas correndo da outra vez que esteve aqui. Na próxima viagem, chamaremos o Waguinho pra ser nosso guia.
O ponto final e mais esperado da noite foi a visita à Torre Eiffel. Não há como descrever em palavras o que se sente ao chegar à torre. Basta dizer que se pensa em todas as pessoas queridas que estão no Brasil, e em como gostaríamos que elas pudessem, um dia na vida, vir até aqui e olhar pra essa maravilha. Com seus cerca de trezentos metros e milhares de luzes, é uma visão inexplicável. Queríamos subir até o topo, mas infelizmente o horário de visitas expirara. Voltaremos amanhã, sem sombra de dúvida. E, pra quem não sabe, La vie em rose é o nome da música considerada tema da cidade pelos parisienses. Se você quer ter uma idéia do que é estar em Paris, escute a melodia e feche os olhos. É melhor do que qualquer coisa que a gente possa contar.
Amanhã terminamos a visita a Paris – falta subir na Torre e visitar a Basílica do Sacre Coéur – e seguimos para Bordeaux, para a compra de vinhos final da jornada. “Ai, ai, ai, ai/ tá chegando a hora/ o dia já vem raiando meu bem/ eu tenho que ir embora...”
Destaque do jogo: Torre Eiffel, sem palavras.
Destaque do jogo: Arco do Triunfo
Destaque do jogo: A Catedral de Notre Dame
Destaque do jogo: O museu do Louvre
Destaque do jogo: A Igreja de Saint Sulpice
Destaque do jogo: O Panteão
Destaque do jogo: Paris, Paris, Paris...
Fotos de 24/11
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