terça-feira, 27 de novembro de 2007

La vie en rose

Paris! Finalmente acordamos relativamente cedo – não tão cedo quanto queríamos, mas em fim de excursão é foda –, e por volta das onze chegamos ao Museu dos museus: O gigantesco e interminável Louvre, com seus quatro andares e centenas (ou milhares) de salas repletas de esculturas, pinturas e objetos de arte em geral. Se você tiver uma semana pra explorar o museu, ainda assim é provável que não consiga ver tudo o que ele tem. Como nós tínhamos um itinerário a seguir, destinamos apenas três horas para uma visita rápida às principais obras de arte, aquelas que você é obrigado a ver – ou, do contrário, ninguém acredita que esteve no Louvre.
Começamos, pois, pela Vênus de Milo (a estátua de uma mulher sem braço. Como diria Tatu, “Vênus de Milo, por que não me abraças?”), passamos pela ala egípcia (com suas tumbas, sarcófagos e hieróglifos), olhamos as pinturas francesas (quadros do tamanho de casas) e terminamos, evidentemente, na ala renascentista, onde ficam a Madonna das Rocas versão sombria (lembram-se que falamos da versão amenizada em Londres?) e a toda poderosa Mona Lisa. Ah, rolou também uma passagem rápida pela sala das jóias da Coroa Francesa, onde vimos as regalias dos poderosos reis locais, notadamente Luís XV, o Rei Sol.
Do Louvre, caminhamos pelas margens do Rio Sena até a Ilé de France, uma verdadeira ilhota no meio do Rio onde, segundo historiadores, começou Paris. Ali fica hoje O Palácio da Justiça, a sede da Polícia e um dos mais impressionantes prédios que vimos na Europa: a Catedral de Notre Dame. É, a do Corcunda. Entramos, tiramos fotos mil, babamos na altura do lugar e na perfeição dos detalhes. É tão fudido que tinha até padre que fala em brasileiro – português do Brasil mesmo – pra quem quisesse se confessar. A gente pensou em dar uma confessadinha, mas teríamos que adiar a viagem em vinte dias pra dar tempo de todo mundo terminar. Deixamos a Igreja, compramos uns regalinhos e paramos para o almoço por volta das 15h00.
Perna pra quem te quero e fomos até o prédio da Sorbonne, a Universidade Parisiense que figura entre as melhores do mundo (mãe, pai, eu ainda vou estudar lá). Andamos pela Boulevard Saint Michel e chegamos ao Palácio de Luxemburgo – esse trecho merece um comentário, a galera cantando bonito e chamando a atenção dos franceses no mais refinado estilo atração de circo. Virou vídeo, claro. Vimos o Panteão (um lugar onde enterraram famosas personalidades que deram a vida pela França, e que parece a Casa Branca Norte Americana) e caminhamos até a Igreja de Saint Sulpice, a do Código da Vinci em que o Silas (o monge careca albino) vai no começo do livro. Outra Igreja espetacular que valeu a visita. Mais perna até o túmulo de Napoleão, localizado em outra Igreja nos arredores, e um pit stop diante do Hotel des Invalides, construído pelo próprio Napoleão para dar abrigo aos soldados franceses feridos permanentemente em batalha.
Cruzamos a iluminada ponte Alexandre III e tocamos rumo à Champs Eliseés, talvez a avenida mais famosa do mundo. Já que atolamos o pé na jaca, paramos para um sorvetinho Hagen Daas de 3,50 euros (ou quase dez reais) e botamos o Carlão pra trabalhar. O gordo reclamou, especialmente porque minutos antes, ainda na sorveteria, brigara com Ricardo, mas acabou mostrando seu talento e caprichou nas imagens. Continuamos pela avenida até o Arco do Triunfo, que é tudo o que se diz dele – imponente, símbolo de poder e de conquista. Passamos por debaixo da avenida – há um túnel especialmente feito para isso – e olhamos a grandiosidade do monumento de baixo. Aí descobrimos que o burro do Marcelo não sabia do tal túnel, e atravessou a avenida de seis pistas correndo da outra vez que esteve aqui. Na próxima viagem, chamaremos o Waguinho pra ser nosso guia.
O ponto final e mais esperado da noite foi a visita à Torre Eiffel. Não há como descrever em palavras o que se sente ao chegar à torre. Basta dizer que se pensa em todas as pessoas queridas que estão no Brasil, e em como gostaríamos que elas pudessem, um dia na vida, vir até aqui e olhar pra essa maravilha. Com seus cerca de trezentos metros e milhares de luzes, é uma visão inexplicável. Queríamos subir até o topo, mas infelizmente o horário de visitas expirara. Voltaremos amanhã, sem sombra de dúvida. E, pra quem não sabe, La vie em rose é o nome da música considerada tema da cidade pelos parisienses. Se você quer ter uma idéia do que é estar em Paris, escute a melodia e feche os olhos. É melhor do que qualquer coisa que a gente possa contar.
Amanhã terminamos a visita a Paris – falta subir na Torre e visitar a Basílica do Sacre Coéur – e seguimos para Bordeaux, para a compra de vinhos final da jornada. “Ai, ai, ai, ai/ tá chegando a hora/ o dia já vem raiando meu bem/ eu tenho que ir embora...”

Destaque do jogo: Torre Eiffel, sem palavras.
Destaque do jogo: Arco do Triunfo
Destaque do jogo: A Catedral de Notre Dame
Destaque do jogo: O museu do Louvre
Destaque do jogo: A Igreja de Saint Sulpice
Destaque do jogo: O Panteão
Destaque do jogo: Paris, Paris, Paris...