Buenas notches, amigos peladeiros acompanhantes da aventura européia. Agora, definitivamente a parada começou. Cedinho cedinho (bom, não tão cedinho, porque aqui ninguém gosta de acordar cedo) já saímos atrás do motorhome. Melhor surpresa não poderia haver: o bicho é tudo de bom ponto com ponto br. Bonito demais, organizado, negócio de primeiro mundo. Já demos saída do hotel e partimos para o camping nos arredores da cidade (um lugar bem boca de porco, mas pelo menos é seguro). O tal do GPS foi eleito pela galera como a melhor invenção depois da calcinha comestível... ou do vibrador elétrico... ou do... do... é... bom, é uma puta invenção.
Madrid é uma cidade linda. Depois de meia hora de metrô, pelo qual se vai a tudo que é canto, começamos a turnê pelo Palácio do Rei. Fizemos a visita interna, vendo porcelana e copinhos que todas as vós têm em casa mas ninguém dá valor (vó, monta uma exposição que a senhora fica rica). O castelo é muito legal, a sala do trono principalmente cheio de afrescos. Nós porém, ficamos nos perguntando como seria ter que atravessar aquilo tudo só pra dar uma mijada. Deus me livre. Dali, fomos pela Calle Mayor (ou rua maior pra vocês, pobres mortais) até a praça que leva o mesmo nome, e que é um dos pontos em que mais se percebe estar na Europa. Cheio de artista popular, cafés ao ar livre e turistas andando de um lado para outro. Claro que a gente encontrou a esbórnia, traduzida em um homem aranha atlético e elástico com o qual fotografamos.
Antes de continuar o trajeto, paramos nos arredores da praça para um rápido almoço, e constatamos a excelente qualidade dos serviços europeus. Depois de nos atender, a garçonete, muito interessada em serviço, sentou na mesa ao lado e ficou tomando chope. E ai de quem pedisse alguma coisa! Jesus, nisso o bar da lingüiça dá de dez a zero. Mas a comida foi barata e razoável, e permitiu que seguíssemos em frente, perambulando pelas vielas da capital espanhola e curtindo o clima ameno (pois é, não tá muito frio graças a Deus, coisa de dez a quinze graus). Entramos na rede de lojas do corte inglês, muito famosa por aqui, e assistimos os shows de mariates (aqueles mexicanos que tocam e gritam arriba arriba). Para completar, paramos em um boteco vagabundo e tomamos uma cervejinha, acompanhada de salchichón ibérico (comumente chamado de salame) e uma porção mista de seta, trigueros e jamón ibérico (ou aspargos, champignons e presunto parma, diferentona mas muito boa).
Bom, fim de dia, meia noite de doze. Amanhã estão na programação o estádio do Real, a Plaza de Toros e mais uma ou outra atração. Depois, seguimos para Barcelona, pois o Juliano não agüenta mais de tesão do Léo Messi, até comprou uma foto pra sonhar acordado. Boatos dizem que o barbudinho leva em sua mala um cartaz com os dizeres "Messi, puedes ver de ali?". Paixão é isso mesmo (ou, em outras palavras, se fudeu Celina).
Ah, o título? Não tem merda nenhuma a ver com hoje. É que a gente é retardado mesmo e, sempre que fazia uma cagada qualquer, dava essa justificativa. Portanto, a frase foi ouvida doze milhões de vezes...
Destaque do dia: Plaza Mayor, linda de dia e de noite.
O pior em campo: Garçom grosso que negou uma saideira
Lance Bizarro: Juliano pedindo uma saideira
Garçom: Velhinho altruísta que nos ajudou a encontrar o camping.
Lance da noite: Tiozinho de 90 anos (parecido com o Bilbo Bolseiro) fazendo acrobacias de patins na frente do Palácio Real.
Desleal: Mulher do motorhome que dava respostas bastante estúpidas.
Mortinho: Garçonete que sentou pra tomar um chope e não atendeu a gente
Fominha: Puta, fominha o dia inteiro. Aqui é foda.
O Gol mais bonito: A contratação de Carlos, nosso fotógrafo... mas essa já é uma outra história........
