Lindos e lindas que nos acompanham do Brasil, chegamos a Barcelona. O final do trajeto de Madri pra cá, pra ser sincero, foi meio casca, pois a gente demorou pra encontrar um camping e o povo tava pregadão após a viagem de mais de sete horas. No entanto, todo o cansaço foi compensado pelo ótimo atendimento do proprietário do recinto, que nos ajudou pra caramba, arrumando até uma cordinha de varal. Aparcamos (opa, mais uma palavra em espanhol. Significa “estacionamos”) no acampamento por volta das nove, e demos um bodão até o meio dia. Depois, banho, almoço e trem até o Campo do Barça, para partida entre o time local e o Real Bétis.
Sem palavras. Ver o Estádio lotado, só jogador de seleção em campo, definitivamente não tem preço. Só que, já antes do início, uma má surpresa: apesar de nossos tíquetes conterem a informação de que o jogo seria às 21h, na verdade a partida começou às 19h. Por sorte, chegamos às 19h10 e perdemos apenas dez minutinhos da etapa inicial. Nada, porém, que comprometesse o programa. Ronaldinho Gaúcho meteu dois na rede e jogou demais, Messi e Henry destruíram, só deu Barcelona, que venceu por três a zero.
Mas o lado curioso é mesmo a torcida, péssima, sem a menor animação. Coisa de Europeu mesmo. Pra se ter uma idéia, quando o time faz gol, os torcedores levantam e batem palmas com muita discrição. Nada de “GGGGGOOOOOOOOOOOOOLLLLL! GOLAÇO! CHUPA FILHO DA PUTAAAAA!!!!! É GOL, É GOL, É GOL....!!!!!”. Não. Só umas palminhas, bem afrescalhadas, e o caboclo já senta pra continuar assistindo a partida, que parece um grande show de teatro. Achamos graça de um trouxa que estava com a mãe, e que às vezes olhava e soltava um impropério tímido pro lado da torcida adversária. A mãe, espanholona com cara de catalã, lhe dava tapas e beliscões, repreendendo-o como se ele fosse uma criança (o cara deveria ter uns trinta anos).
Depois do jogo tomamos o metrô rumo a La Rambla, a rua principal da Cidade e onde se situa boa parte dos monumentos e pontos turísticos. No trajeto, dois acontecimentos – um ruim e outro bizarro. O ruim foi o furto da carteira de um turistão alemão, presenciado na íntegra por Marcelo Ganso. O bizarro foi Juliano preso na porta do trem no instante da saída, cena que, ao invés de ocasionar o socorro dos companheiros, gerou risos para o resto da noite (e possivelmente da vida).
La Rambla é legal, segura como toda a Europa, mas já mostra sinais de problemas. De um lado estão os inúmeros falsos vendedores de cerveja, que na verdade comercializam drogas de todos os tipos. Nós compramos seis quilos de maconha que estavam em promoção pra vender no Brasil (brincadeira, pais, foram só cinco). Zoeira à parte, é irritante o número de biscates (vendedores) tentando passar coisa ruim pra turista. Aliás, há muito imigrante por aqui, e todos achamos as ruas muito sujas. O policiamento também parece insuficiente: a gente viu pouquíssimos policiais, ao contrário de Madrid. Talvez essa impressão negativa se apague amanhã. De todo modo, há lugares fantásticos para se ver, e em cada canto existe uma praça ou uma igreja diferente com quinhentos anos de idade.
Nesta segunda faremos o verdadeiro tour por Barcelona, passando novamente por La Rambia, depois Cidade Olímpica (onde ocorreram as Olimpíadas de Barcelona em 1992), Sagrada Família (aquela igreja que parece feita de pinguinho de água do mar) e passeio pelo Estádio (afinal a gente ainda não comprou nada, né?). Se der tempo, ainda tem muita coisa para se visitar, mas acreditamos que não haverá, tudo é muito corrido e muito longe. Por volta da 20h, saímos em direção à Costa Francesa, a famosa Côte D`Azur, onde ficam as cidades mais ricas e bonitas da França.
Hasta Luego!!!!
Destaque do Jogo: Ronaldinho Gaúcho (marcou dois) e o jogo do Barça em si.
Pior em campo: O furto no alemão no metrô.
Lance bizarro: Sem dúvida, Juliano preso na porta do metrô.
O mais mortinho: Quem compra metade da droga que lhe é oferecida.
Gol mais bonito: O de falta do Gaúcho (o primeiro).
Mais desleal: Carinha que expulsou a gente de uma mesa em que sentamos para comer lanche do Mc Donalds (tudo bem que ele tinha razão, mas precisava ser tão estúpido?).
O garçom: Garçonete do Mc Donalds, que era brasileira.
O mais fominha: Leo Messi, que só perde gol feito (chupa Juliano, pior que o Boni).
A muralha: Do Castelo de MontBlanc.
