quarta-feira, 7 de novembro de 2007

De volta para o futuro

Diário de bordo, quinto dia. O segundo dia em Barcelona melhorou a imagem da cidade no conceito da galera. As visitas foram, sem exceção, bastante proveitosas e apreciadas. Aliás, talvez este tenha sido o dia em que mais andamos: foram cinco paradas mais uma providencial comprinha de mantimentos. Isso sem contar que fomos nos deitar por volta das 3h30 do dia anterior, e acordamos às sete da matina. Em resumo, pique total para fechar Barça com chave de ouro.

Nossa primeira parada foi um retorno a Las Ramblas, a 13 de Maio de Barcelona. De início, uma breve passadinha na padoca para tomar café com leite e misto frio. Essa vale um comentário: o atendimento por aqui é uma grandiosa merda! Incrível como as pessoas da Europa, ou pelo menos da Espanha, não sabem lidar com turistas. Salvo louváveis exceções – o cara do camping, a garçonete do bar do outro camping e um ou outro gato pingado – , o povo é estúpido demais. Nem dá pra acreditar que eles são o continente do turismo.

Comentário feito, vamos ao que interessa, ou seja, os passeios. A catedral (Igreja de Santa Lúcia) abriu o roteiro. Construída por volta de 400 d.C., o interior arrepia. Há túmulos com mais de 400 anos de idade, e os altares são meio sombrios, postados atrás de grades que lembram uma prisão. Para os corinthianos, (chupa Goudet), trata-se de um ótimo lugar para rezar, pois lá está São Jorge em uma imponente imagem. Existe m jardim enorme ao centro, com gansos (de verdade, não o Marcelo) circulando livremente. Só ficamos tristes por conta da não entrada do Carlão, barrado por não vestir trajes adequados. Carlão já virou amigo, quase que um irmão “pa nói”. Ontem mesmo descobrimos que ele tem parentes em São Paulo, inclusive um deputado.

Da catedral seguimos para o mirante de Cristóvão Colombo, um monumento gigante que é possível de se ver de toda a cidade (Marcel e Boni, dá pra ver daí?). Juliano se envolveu amorosamente com um dos leões de bronze que entornam o obelisco (chupa Celina). Zoeira à parte, o local é admirável, com vários dos principais prédios situados nas redondezas, entre eles o museu da marinha, as docas, o ministério do exército, e outros tantos.

Chegou a vez da Vila Olímpica, construída para os jogos de Barcelona 92. Organização nota 1000 às margens do Mediterrâneo. O ponto negativo fica para a sujeira deixada por algumas pessoas nas rochas próximas ao mar. Os pontos positivos são muitos, mas o principal deles, ao menos para as namoradas, é que ali existe uma excelente loja de souvenirs. Destaque total para a foto artística tirada pelo Carlão na praça central. O gorducho pediu para que cada um de nós fizesse pose de um esporte. Ricardo, num momento de raro brilhantismo, logo simulou o golfe, esquecendo-se que a modalidade não faz parte dos Jogos Olímpicos (chupa Carne burro!).

A quarta etapa foi a visita à Sagrada Família (ou como diz o Naldoni, a Grande Família). A igreja impressiona pela beleza: toda adornada e entalhada, prece feita de gotas de areia do mar. Enorme, ainda está em obras, já que Gaudí morreu antes de terminá-la. Todos concordamos que esta foi, certamente, uma das imagens mais fantásticas até o momento. O único que saiu decepcionado foi o Naldoni, “el rubio caliente”, que esperava ver Augustinho Carrara, Dona Nenê e Lineu, mas acabou não encontrando nenhum deles.

A martelada final foi o retorno ao Camp Nou, o estádio do Barça, para compras na lojinha e tour pelo museu. A galera tacou fogo no dinhEURO, aproveitando as promoções de final de ano. Não é de impressionar que o clube tenha recurso para comprar Ronaldinho, Henry e quem mais ele quiser. A loja vende de tudo, até um falo de borracha que Filipi fez questão de adquirir (chupa Fernanda). Nem é preciso dizer que a cara do gaúcho está por todo canto.

Fim da jornada espanhola, é tempo de seguir rumo à França. Hora da partida registrada em 21h00, logo após o melhor jantar que tivemos no Velho Mundo: arroz, frango, tomate, e muito alho (namoradas, fiquem tranqüilas), tudo preparado pelo chef Felipe Giacomin Naldoni. Uma última consideração: os penteados e cortes de cabelo dos espanhóis são absolutamente incompreensíveis. Aqui, a moda Chitão anos 80 permanece em alta para ambos os sexos. Já o título do post se justifica pelo elevado número de pessoas vistas em plena rua usando coletinho salva-vidas, tipo aquele do Martin McFly. Só faltou o DeLorean e o Dr. Brown...

Destaque do jogo: a Sagrada Família
Lance bizarro: Peladeiros xingando os ingleses em língua portuguesa
Mais mortinho: todos depois de levar as compras pro camping ao final do dia de trem e de metrô.
O mais desleal: a internet, “pertinho” do Camp Nou (obrigado Marcelo!)
Pior em campo: o atendimento no café da manhã
Garçom: Naldoni, produtor do rango da noite
Muralha: Cida e Pedrão (chupa Goudet!)